Quando procurar um psicólogo?

Muitas pessoas se questionam em relação a quando procurar um psicólogo e começar a fazer terapia. Às vezes, elas levam tanto tempo ponderando ou evitando tomar essa decisão, que acabam por chegar aos consultórios já bastante comprometidas por seus problemas. Para facilitar a compreensão desta questão, este texto traz 3 pontos fundamentais a serem considerados por quem ainda não sabe se deve ou não procurar um psicoterapeuta.

1. Prejuízo em uma ou mais áreas da vida

Diariamente, temos que lidar com várias questões decorrentes das mais diversas áreas da vida: família, trabalho/estudos, finanças, amigos, amor/relacionamentos, lazer, e por aí vai. Se algo está impedindo que a pessoa atinja suas metas ou realize suas atividades da forma planejada, pode ser importante buscar por ajuda profissional.

Avalie se você está tendo dificuldade em lidar com uma ou mais dessas áreas e se, por acaso, está comprometendo outras áreas por conta disso. Por exemplo, crianças que têm dificuldades escolares podem desenvolver problemas ligados à auto estima e ao senso de auto eficácia, o que pode afetar sua socialização e/ou a forma como lida com a família (como adotar uma postura rebelde e desafiadora). Também é comum encontrar adultos que tendem a sacrificar o lazer e o bem estar adoecerem por estresse, já que tendem a dar muita atenção às questões profissionais e financeiras. A palavra chave aqui é equilíbrio: quando sacrificamos um lado para compensar de outro sem pensar no nosso bem estar, podemos criar dificuldades a longo prazo.

2. Ouvir o que os outros têm a dizer sobre você

Às vezes, fechamos os olhos para nossos problemas e dificuldades, e continuamos levando a vida como estamos acostumados. Apesar de tendermos a manter nossos padrões de pensamento e de comportamento, nossos parentes e amigos mais chegados podem captar uma série de dificuldades que enfrentamos ou criamos (para nós mesmos ou para os outros) no dia a dia. Ouvir o que essas pessoas de confiança têm a dizer sobre nós pode ser uma boa base para começar a refletir sobre a necessidade de mudar. Busque conversar mais e entender os motivos que eles apontam para cada aspecto do que dizem, principalmente se o assunto foi relacionado a algum ponto que diz respeito a formas que você pode ter de lidar com as coisas que causem sofrimento para você ou para os outros.

3. Indicação de outros profissionais

A cada dia que passa é mais comum que as pessoas que buscam por terapia busquem outro profissional anteriormente. Pessoas com crises de pânico, por exemplo, tendem a buscar por clínicos gerais e cardiologistas com frequência. Além desses especialistas, psiquiatras também costumam alertar sobre a necessidade de psicoterapia em muitos casos, já que nem sempre somente a medicação é o caminho para uma mudança duradoura na qualidade de vida das pessoas. Escolas e professores também costumam alertar os pais de seus alunos sobre dificuldades cotidianas e comportamentos problemáticos.

Ao receber uma indicação, procure um psicólogo para uma avaliação. Na dúvida, vale a pena ouvir o que o profissional tem a dizer sobre o que você está apresentando. Na primeira sessão, a ideia é justamente passar para ele o que está lhe acontecendo e ouvir qual a proposta de trabalho que ele oferece para o seu caso. Você tem toda liberdade de aderir ao tratamento ou não.

O (ex) Tabu da Psicoterapia

Já foi o tempo em que ir ao psicólogo ou ao psiquiatra era considerado um tabu. Nos dias corridos de hoje, ignorar que saúde mental e qualidade de vida são tão fundamentais à saúde quanto outras questões é um sacrifício ultrapassado. Porém, ficam ainda muitas dúvidas sobre como procurar o profissional e o tipo de terapia corretos.

De fato, há muitos tipos de psicoterapia amplamente estudados e com eficácia comprovada. A internet é um recurso maravilhoso para ajudar a pesquisar e a entender a proposta de cada abordagem psicoterápica. Algumas delas que valem a pesquisa são a tradicional Psicanálise, a ascendente Terapia Cognitivo-Comportamental, a Gestalt-Terapia, a Psicologia Analítica de Jung e a Terapia Humanista Existencial, entre muitas outras. A frequência das sessões e a duração da terapia podem variar de acordo com cada uma das linhas e da avaliação de cada profissional.

A escolha do profissional é outra questão que influencia diretamente no sucesso do processo terapêutico. Cada um tem uma personalidade e um jeitinho próprio de trabalhar com as pessoas. Você sempre deve optar por aquele que lhe passa segurança e empatia – de nada vale arcar com um tratamento com uma pessoa que você não gosta ou não confia. Agora, feita a sua análise e considerando as dicas aqui transmitidas, nada lhe impede de ponderar com mais conhecimento sobre buscar ou não por um psicólogo!

Artigo originalmente piblicado no site Psicologia Explica. Em seu conteúdo original, há a proposta de um exercício prático, que pode ser realizado clicando aqui.

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