Atenção Plena e Regulação Emocional

O post de hoje é para aqueles que são muito reativos às emoções e gostariam de saber mais sobre como lidar com sentimentos negativos. Muitas vezes, essas emoções parecem incontroláveis e são fortes o suficiente para tirar a gente do sério, impedindo-nos até mesmo de refletir para compreender o porquê de nos sentirmos assim. Nessas horas, ficamos muito vulneráveis, o que pode resultar em atos impulsivos e crises de ansiedade, entre outras reações. Para lidar melhor com isso, muitos terapeutas recomendam a prática da meditação, com o objetivo de atingir um estado de mindfulness ou atenção plena.


Ao contrário do que muitos podem pensar, ao experimentarmos uma emoção muito negativa, tentar controlar, ignorar ou suprimir o que se sente não é a melhor opção para lidar com ela. A aceitação e a compreensão desses sentimentos, sem julgamentos negativos ou culpa, são o melhor caminho. O treinamento de atenção plena visa aumentar um estado de abertura para experimentar as emoções de forma completa, ficar em contato com o presente e sem apresentar reações comportamentais bruscas.


A atenção plena é definida como "a consciência que emerge ao se prestar atenção propositalmente no presente e, de forma não julgadora, à experiência que se desdobra momento à momento". Para isso, deve-se prestar atenção ao fluxo de pensamentos, sentimentos e sensações corporais que se apresentam em nossa consciência, no momento em que eles acontecem. Quando atingimos esse estágio, passamos de um papel de "juízes de nós mesmos" para meros observadores. E quando tiramos esse peso dos ombros, as emoções negativas ficam muito mais toleráveis.


Ensinar como atingir a atenção plena em um simples post seria muito complicado. Para início de conversa, algum treinamento em meditação é necessário. Para darmos o primeiro passo, segue um video muito simples que ensina a meditar em um minuto. Além de ser bacana para aqueles que nunca tiveram contato com práticas meditativas, também pode ilustrar como a meditação pode auxiliar a regulação emocional.



Referência: Leahy, R.L., Tirch, D., Napolitano, L.A., Regulação emocional em psicoterapia: um guia para o terapeuta cognitivo-comportamental. Porto Alegre: Artmed, 2013.


Artigo originalmente publicado no blog Papo de Psicólogo.

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