PERGUNTAS FREQUENTES

Quando as pessoas buscam uma psicóloga clínica, é comum que tenham dúvidas sobre o processo de terapia e sobre o que esperar em uma sessão.

 

Ao explicar sobre a Terapia Cognitivo-Comportamental, acredito ter sanado algumas dessas dúvidas, porém outras podem ter permanecido. A seguir, apresento cinco perguntas e respostas bastante frequentes.

01

Quando procurar terapia?

Para saber se está na hora de procurar por uma psicóloga clínica, a pessoa deve avaliar se está tendo prejuízo em uma ou mais áreas da vida (pessoal, social, acadêmica/profissional, e por aí vai). Se algo está impedindo que a pessoa atinja suas metas ou realize suas atividades da forma planejada, pode ser importante buscar por ajuda profissional. Além disso, algumas pessoas são indicadas para a psicóloga por outros profissionais, como médicos (psiquiatras ou não) e professores, por exemplo.

02

Quem costuma procurar uma psicóloga clínica?



Antigamente, as pessoas associavam a ideia de procurar uma psicóloga clínica a quem teria sérios problemas mentais. Porém, hoje em dia esse estereótipo não se enquadra com a realidade. Pessoas de todos os tipos procuram por terapia, muitas delas bem sucedidas profissionalmente, socialmente e/ou amorosamente. O que todos têm em comum é a vontade ou necessidade de mudar algo em suas vidas que os incomoda. Algumas dessas pessoas têm diagnósticos psiquiátricos, como problemas ligados à ansiedade ou depressão, o que é bastante comum em nossa sociedade e não mais é caracterizado como "coisa de maluco". Saúde mental também e saúde, e precisa de tratamento quando algo não vai bem.

03

Quanto tempo dura a terapia?



O tempo total da terapia varia de pessoa para pessoa. Cada um tem sua própria maneira de responder ao tratamento, além de ter objetivos diferentes a serem trabalhados nas sessões. A psicóloga clínica e o cliente avaliam juntos a necessidade de mais sessões conforme os objetivos são atingidos, a fim de lidarem com novas questões ou iniciarem o processo de alta. Sobre a duração de cada sessão, o tempo é de 50 minutos. Geralmente, as pessoas vão à terapia uma vez por semana, porém o cliente e a terapeuta podem avaliar o caso e aumentar ou reduzir essa frequência.

 

04

É preciso acompanhamento psiquiátrico ou uso de medicamentos?

Em muitos casos não, mas em outros sim. Muitas pessoas procuram pela terapia cognitivo-comportamental após consultarem um médico. Outros podem ter receio de tomar medicamentos e buscam a terapia como uma forma de mudar seus comportamentos e pensamentos sem precisar passar pelo psiquiatra. Nesses casos, se for necessário, a psicóloga clínica irá abordar o assunto com o cliente, a fim de indicar um profissional e explicar os motivos pelos quais os remédios poderiam ajudar.

05

Todos os psicólogos clínicos atuam da mesma forma?

Não. Há inúmeras abordagens de psicoterapia, e cada profissional se orienta pela que mais se identifica. Dessa forma, as formas de atuação dos psicólogos é bem variada. No entanto, profissionais que atuam com a mesma abordagem terapêutica (como a TCC, por exemplo), tendem a trabalhar de forma parecida. Um outro fator relevante que diferencia um profissional do outro é a sua personalidade: alguns são mais sérios, outros gostam de rir e brincar durante a sessão, por exemplo. A dica que posso dar é que a pessoa em busca de terapia deve dar continuidade com o profissional que tiver mais afinidade com ela, que passe confiança e que tenha experiência com casos semelhantes.

 

 

06

Como acessar o direito ao reembolso junto ao plano de saúde?

Muitos planos de saúde oferecem aos seus clientes um sistema de reembolso, porém nem todos os pacientes sabem disso. Nesse sistema, o paciente paga o valor da sessão normalmente à psicóloga clínica e leva para casa os recibos, que deverão ser enviados para o plano. Posteriormente, o plano faz o ressarcimento da sessão ou de parte dela. Os valores podem variar bastante de plano para plano. Para saber se seu plano dá acesso ao reembolso, bem como ter noção dos valores ressarcidos, você deve entrar em contato com o plano  e/ou com o RH da empresa (no caso de planos empresariais). Vale também verificar quais documentações são necessárias para o ressarcimento. A psicóloga clínica se encarrega de preparar tais documentos, que geralmente são os recibos de pagamento e uma declaração.